sábado, 3 de dezembro de 2011

Motorola Milestone 3

Prós
  • Bom desempenho;
  • Teclado ergonômico;
  • Entrada HDMI e DLNA;
  • Bom volume de toque;
  • Vídeo em FullHD;
Contras
  • Câmera já foi melhor;
  • Local do botão de bloqueio;
  • Tema nativo escuro;
  • Pesado;
  • Pouca autonomia;
Conclusão O Motorola Milestone 3 é perfeito para quem busca um smartphone "de verdade", bom para trabalho e lazer. O modelo preza pela flexibilidade e bom desempenho. Seu teclado QWERT é ótimo para qualquer tarefa, e o dual-core aguenta bem o tranco. O preço, no entanto, ainda não compensa.

Motorola Milestone 3: Um Android 'faz tudo'


O Motorola Milestone 3 chegou ao mercado para provar que a sua linha de smartphones parrudos aguenta fazer qualquer trabalho ou peripécia sem engasgar. Esta edição, especificamente, inaugura o desempenho real que um "multitarefa" precisa ter, graças ao seu processador dual-core. O teclado QWERT físico, como sempre, é o grande destaque desta série.
Para trabalho e troca de mensagens, este modelo se dá muito bem. Analisando os outros quesitos, no geral, parece perfeito. Com o tempo, ele vai se mostra um verdadeiro "faz tudo": você manda, ele faz. Só que os 'especialistas' sempre farão melhor.
Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)
Design
Seguindo o design conceitual da linha Milestone, o novo modelo mantém suas linhas retas e sóbrias, mas consegue ser um pouco mais elegante que o seu predecessor. Desta vez, a Motorola preferiu manter a palheta de cores acinzentada, sem grandes variações e detalhes em azul ou dourado. As únicas exceções são a entrada mini HDMI, no canto inferior esquerdo, e os caracteres de acentuação no teclado, em amarelo; mas nenhum deles destoa o design.
O corpo do aparelho é levemente emborrachado, e em conjunto com a tela Gorilla Glass, a Motorola criou um aparelho virtualmente não-arranhável (exceção apenas ao vidro da câmera). Em dimensões, o Milestone 3 engordou: 4mm de largura e 7mm de altura a mais que o Milestone 2; e o peso ficou em 184 gramas (15 gramas a mais que o anterior).
O teclado QWERT segue a mesmo conceito usado no Milestone 2, com as teclas direcionais no canto inferior direito, e o conjunto ocupando toda a extensão do aparelho. As teclas são ainda mais macias e confortáveis, bem como levemente mais separadas, o que é ótimo para a digitação de textos mais longos. Outra mudança interessante é a adoção de uma linha superior com teclas numéricas, agilizando a tarefa de se digitar números, antes feitas com associação do Shift.
Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)
Como antes, para usar o teclado o aparelho corre para o lado esquerdo, seguindo o movimento natural de abertura com apenas uma das mãos (o dedão segura a tela enquanto os outros dedos fazem correr a parte inferior, com o teclado).
Para encerrar, um pequeno detalhe que incomodou: o botão para travar e destravar a tela, bem como ligar e desligar o telefone, está centralizado na lateral superior do Milestone. O canto original deu espaço para a entrada de fone de ouvido. Nada contra a adoção, mas antes era possível manipular o botão com o indicador da mão direita, ao segurar o telefone. Agora, não mais.
Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)
Tela
As 4 polegadas de sua tela Gorilla Glass entregam um espaço suficientemente bom para operar e realizar qualquer tarefa no telefone, sem sensações de exagero ou limitações. Com 540x960 pixels, o telefone chega ao mercado com a mesma resolução do iPhone 4 e do Atrix - e melhor que a do Galaxy S II. Visualmente, no entanto, a interface do sistema parece não ter sido feita para esta resolução, e a impressão é de se ver algo com qualidade inferior. Somente em jogos ou na visualização de algum vídeo você perceberá sua real qualidade.
Ainda sobre a impressão visual, as cores e a nitidez são excelentes, e ele possui um ótimo ângulo de visão. Seu brilho também é forte o suficiente para se enxergar a tela mesmo em dias de muito sol, quando o contraste também se mostra bom. Mesmo assim, é preferível que você troque o tema visual do Android, pois o que vem como padrão de fábrica o deixa naturalmente escuro.
Desempenho
O Milestone 3 é equipado com um processador Texas Instruments OMAP4 dual-core de 1 GHz; uma GPU PowerVR SGX540, a mesma do Galaxy S; e 512MB de memória RAM. No armazenamento, ele vem com 16GB de espaço internamente, e entrada para cartões microSD de até 32GB.
Ele chega ao mercado embarcado com o Android Gingerbread 2.3.4. Não se sabe se ele receberá a versão 4.0, Ice Cream Sandwich, oficialmente, mas se depender apenas do hardware, certamente haverá capacidade para rodar o novo sistema.
Para quem curte números comparativos, o Milestone 3 fez 2221 pontos no Quadrant e rodou a 58.2 FPS no Neocore, o teste de desempenho gráfico para jogos feito pela Quallcomm.
Na prática, não há nenhum jogo ou aplicativo que você rode nele que o faça dar uma engasgada. Seu hardware felizmente dá conta de tudo, na velocidade que o Android oferece. No teste, usamos o Netflix e os jogos Need for Speed: Shift, o Pocket Legends e o Angry Birds; todos abertos simultaneamente e enviando o sinal da tela, via HDMI, para uma televisão. O resultado é bem satisfatório, e não traz nenhuma decepção.
Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)Motorola Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)
Interface
A Motorola manteve a interface visual do Android sem muitas modificações, comparando com os antigos modelos. A tela inicial continua sendo a de cinco páginas, sendo a central (terceira) a principal. O menu de aplicativos tem transições animadas em 3D, e a barra de notificações possui uma leve transparência na parte inferior. A tela de desbloqueio é no estilo 'de correr', da esquerda para a direita, e nela, inclusive, é possível silenciar o telefone.
A animação de "TV desligando" ao desligar a tela é um capricho à parte, mas os tons escuros usados no tema padrão, além de algumas animações lentas (como a abertura de aplicativos), dão a impressão de se ter um smartphone com pouca fluidez e com uma tela abaixo da média (comparado a dos concorrentes). Mas isso é mera impressão.
Câmera
Uma palavra define bem a câmera do Milestone 3: burocrática. Sem botão exclusivo para acessar tal recurso, o menu de ferramentas da câmera entrega poucas opções de configurações. Pra começar a resolução da câmera fotográfica: ou 8MP, ou 6MP em widescreen. É possível tirar fotos únicas ou panorâmicas, mas no geral todas as fotos ficam com cores mais frias, mesmo em ambientes bem iluminados.
À esquerda, Canon EOS Rebel T2i; à direita, Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo) 
À esquerda, Canon EOS Rebel T2i; à direita, Milestone 3 (Foto: Allan Melo/TechTudo)
Os filtros cumprem o básico 'desnecessário', com P&B, sépia, negativo, solarizado, e filtro vermelho, verde e azul. Já as configurações de cena realmente não se fazem muito necessárias, já que as diferenças são muito sutis. É possível também configurar o flash e o brilho.
No vídeo, as opções de resolução são maiores: 1080p, 720p, 720x480 (DVD), 640x480 (VGA), 352x288 (CIF) e 320x240 (QVGA). Veja o teste de gravação em 1080p, abaixo, e confira a captação de áudio e a qualidade das cores, bem como a nitidez. Perceba também o ruído.
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Fora isso, é possível escolher se os arquivos serão armazenados na memória do telefone ou no cartão SD, adicionar tags geolocalizadas e a função "toque ao capturar", bem como optar por tirar uma foto com a câmera de videochamadas. E só. Nada demais.
Bateria e armazenamento
O Milestone 3 se saiu relativamente bem na autonomia da bateria. Em standby por completo, o telefone chegou a durar 1 dia com o 3G e Wi-Fi ligado. Administrando os recursos e usando o telefone ocasionalmente, é possível fazê-lo durar um dia inteiro, adormecendo no carregador. Em dias de uso intenso, ele deve aguentar umas 6 horas longe da tomada - um resultado ruim diante de seus concorrentes.

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